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Letra e Vídeo

Literatura musical

 

Talvez, outra chance.

 

Se eu pudesse amá-la com outro corpo, outros olhos e outros lábios, ah, eu o faria. Mas eu sou só isto. Este pedaço falho de gente perdido numa imensidão. Eu sou só isto. Fogo que consome, transforma em cinzas, destrói a beleza por desejar demais. Sou só isto, sou só esta, sem futuro talvez, mas com o presente dos insanos.

Deitarei milhões de vezes na mesma grama só para sentir o aroma que lembra o que já foi. Chorarei milhões de lágrimas só para fingir que nada ocorreu. Farei as mesmas coisas com obsessão só para ver se desta vez acerto. Rirei da mesma piada todas as vezes que você contar só por lembrar da graça da primeira vez. Sou só esta, ignóbil amante, destrutivo amor, dor que acalma.

Mas, por favor, não entre em pânico, quem sonha os sonhos de outros sou eu, quem dorme o sono de outros sou eu, quem vive como se fosse todos sou eu, porque na minha mente, um só corpo não é suficiente, uma só vida não basta.

Está frio hoje, eu sei. Mas meu calor não te aquece, ele te incomoda. No fim do dia seu lado da cama esta congelado e o meu em cinzas.

Quebrando pedaços de nós mesmos, procurando encaixes, moldando formatos, o sangue escorrendo por membros das nossas personalidades amputadas.

O café está quente, mas nossas línguas não se queimarão, esperaremos, calmas pelo que está por vir, e de alguma forma a vida que nos espreita retribuirá nossos esforços e nos dará novas chances, novos corpos, novas vidas, porque o amor ainda não acabou.

 

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