Skip to content

Letra e Vídeo

Literatura musical

Tudo que se “passado”.

– Você sente muita pena de si mesma!

Chorou. Coitada. Ela era pequena. Pequena. Assim ó. Ela era.

– Se eu pudesse ao menos ter uma segunda chance.

Segurou forte a minha mão. Tentou me beijar. Boca entreaberta, procurando avidamente a minha. Queria aplacar sua dor com prazer. Sexo talvez a fizesse esquecer.

Coitada. Ela era pequena. Pequena. Assim ó. Ela era.

Criança mimada, desamparada. Contrasenso? Talvez. Não sei se a amo ainda, acho que quebrou, sabe, o nosso amor, cacos brilhantes que cortam o pés.

Ela era pequena. Pequena. Assim ó. Ela era.

– Você é um idiota! Corno! Te traí quando você mais me amava!

Era mentira, eu sabia, queria minha atenção. E como ela sentia dor, pensou em talvez me causar também, compartilhava bem o seu próprio pão.

Pequena. Assim ó. Ela era.

Tentei mostrar, segurei suas mãos, afastei sua boca. Gritei alto. Não era só desejo, era a falta de amor. “Estou morto! Morri pra você. Você me matou aos poucos.” Mostrei de novo.

Assim ó. Ela era.

Peguei minhas coisas, ela ficou nua, pediu, se agarrou em mim, eu era sua tábua, afogada como estava. Fechei os olhos, trinquei os dentes “sem pena dela, sem pena de mim, sem pena de nós.” repeti. Beijei sua testa.

Ela era.

– Você não pode me deixar! Você precisa de mim!

Chorou. Coitada.

Anúncios

Tags:, ,

%d blogueiros gostam disto: