É a evolução, Baby!
Na cidade do Fim do Mundo
As altas torres tocam as nuvens
E as luzes de néon brilham intermitentes
Colorindo os céus com brilhantes tons
Vermelhos verdes amarelos azuis
Anunciando maravilhas que não mais existem.
A mulher, berço da humanidade, se lança
Aos pés do homem, senhor do futuro,
Ela pede implora cede oferece
O corpo macio de curvas perfeitas
A alma quente com prazeres núbios
Uma vez mais, pelos que serão.
Em seu castelo de concreto e aço
Ele a afasta rejeita despreza
Orgulhoso de seus poderes
Sobre a natureza e a vida
Só a perfeição o satisfaz
Só o controle total o sacia.
Ele se entrega a sua nova amante
Criada do mais puro metal
Dourada como as portas do Paraíso
Sua criação perfeita
Que caminha respira fala vive
Dons de sua ciência.
A dourada Lililth sorri
E o homem se deixa embriagar
Em seu próprio reflexo distorcido.
A mulher parte em exílio
Carregando as derradeiras palavras:
É a evolução, Baby!